Solidariedade aos trabalhadores da CNAA
Em face a uma situação desesperadora de desemprego, a CNTQ se solidariza os trabalhadores da CNAA (Companhia Nacional de Açúcar e Álcool), uma empresa multinacional, constituída, em 2006, a partir de uma joint venture entre o grupo Santelisa Vale e os fundos de investimentos Global Foods, Carlyle/Riverstone, Goldman Sachs e Discovery Capital.

Até o presente momento, ou seja, desde o inicio do ano, mais de 1.000 trabalhadores foram demitidos. Nesse período a empresa sempre alardeou, uma série de investimentos na região, com abertura de novos postos de trabalho, sendo que a realidade é bem diferente, pois, o que estamos constatando é uma política injusta de demissões. Em seu site a empresa informa que, “na busca pela liderança em energia renovável no mercado global, a CNAA recebeu aportes da ordem de R$ 2,2 bilhões para implantação e operação de quatro unidades industriais. Localizadas nos estados de Goiás e Minas Gerais, as plantas estão voltadas para processamento de açúcar (VHP e Cristal), álcool (Anidro e Hidratado) e co-geração de energia elétrica, por meio do bagaço de cana”. Hoje, a CNAA vende uma imagem de boa empresa, que gera empregos e um combustível limpo, mas o que estamos vendo é uma grande hipocrisia. Estamos constatando um grande quadro de demissões, que atinge diversas famílias, comunidades e conseqüentemente toda a população de Campina Verde e região. A pergunta que fica é: Como uma empresa multinacional alardeia por toda a mídia que está gerando empregos e desenvolvimento, sendo que a situação vivida pelos trabalhadores de Campina Verde é justamente o contrário de tudo isso? Não podemos mais permitir que empresas façam barganha com vida dos trabalhadores, especulando no mercado financeiro, obtendo diversos benefícios para se instalarem em nossas regiões, alardeando empregos e desenvolvimento, sendo que o que ocorre é justamente o contrario disso tudo.
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Confederação Nacional dos Trabalhadores Químicos
Confederação Nacional dos Trabalhadores Químicos
COMANCHE DESRESPEITA TRABALHADORES QUÍMICOS
O Sindicato dos Químicos de Itapetininga está na luta contra injustiças e desrespeitos cometidos pela empresa Comanche Clean Energy contra os seus funcionários
•     Recentemente, cerca de 130 trabalhadores da Comanche, empresa industrial de fabricação de etanol, localizada no município de Tatuí SP, no bairro Congonhal s/nº , foram demitidos sumariamente, sem aviso prévio e negociação com o Sindicato.

•     Posteriormente a empresa entrou em contato com o Sindicato para fazer um acordo referente às demissões. Sendo assim, a empresa se comprometeu a depositar o FGTS atrasado dos trabalhadores, além de pagar a multa de 40%. 

•     Na última sexta-feira, dia 3 de novembro de 2010, o sindicato foi surpreendido por uma ação arbitrária da empresa Comanche,  quando a mesma, colocou todos os trabalhadores em férias coletivas, sem dar qualquer tipo de comunicação aos mesmos.

•     Para complicar ainda mais, a Comanche não cumpriu o acordo com o Sindicato dos Químicos de Itapetininga, não depositando os FGTS atrasados e nem pagando a multa de rescisória de 40%.
                "A Comanche não deu satisfação para ninguém, nem para os trabalhadores e nem para o Sindicato. Há muito tempo eles não depositam o FGTS e agora estão fazendo todo esse desrespeito aos trabalhadores. Chega de injustiças, nossa luta agora é pelo cumprimento integral do acordo e por mais respeito a todos os funcionários da empresa. O Sindicato está fazendo a sua parte, tomando medidas legais junto aos órgãos competentes e mobilizando toda categoria, para que essa situação se reverta", declara Jurandir Pedro de Souza, presidente do Sindicatos dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas de Itapetininga
                A Fequimfar (Federação dos Trabalhadores nas indústrias Químicas e Farmacêuticas do Estado de São Paulo) e a CNTQ (Confederação Nacional dos Trabalhadores no Ramo Químico) também estão nessa Luta, com o Sindicato dos Químicos de Itapetininga, filiado à Força Sindical, em defesa dos trabalhadores do Grupo Comanche, em suas unidades localizadas no estado de São Paulo e Brasil.
                "Ressaltamos que a Comanche não cumpriu nada do que foi combinado: ela propôs o parcelamento das verbas rescisórias, o Sindicato aceitou o parcelamento apenas após o pagamento da multa do FGTS, mas a empresa não cumpriu. Ela não pagou o décimo terceiro salário, colocou os trabalhadores de férias sem avisá-los dentro do prazo e sem pagá-los e ainda está atrasada nos depósitos do FGTS. Sabemos que isso também está ocorrendo em outras unidades. O Sindicato conta com o apoio e a participação da Fequimfar, da CNTQ e da Força Sinidcal nestá na luta contra toda essa falta de respeito com os trabalhadores", concluí Jurandir.
Mais de 300 da unidade de Tatuí estão mobilizados em estado de greve
07/12/2010 - 09:20